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domingo, 28 de março de 2010

Trânsito de Saturno



Mesmo em condução, a máquina fotográfica tem sido uma boa companhia; não interessa os muitos quilometros a percorrer, a estrada boa ou má, algum tremido no resultado final; o que é certo, é que de vez em quando aparece uma que eu gosto, como é o caso desta fotografia. Foi tirada no domingo passado no regresso de um fim-de-semana bem passado á descoberta de um Portugal maior no Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Lx


Entre visitas a exposições, passeio por algumas das zonas mais conhecidas da cidade, jantar no Bairro Alto no restaurante de um conterrâneo (que indicou um vinho bem bom ...), concertos imprevistos de blues e jazz (apesar do que se pretendia era ir aos fados), vistas magníficas sobre o rio (como a da fotografia) e, grande parte disto com direito a visita guiada (obrigado!), assim se passou o fim-de-semana na capital.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Costa Abaixo 40




Esta fotografia foi tirada no domingo à tarde antes de um mergulho bem merecido na praia de S. Martinho do Porto em Alcobaça, ponto final de duzentos e trinta quilómetros (142,92 milhas) que começaram em Aveiro no sábado de manhã e em que percorri as estradas mais próximas da costa quanto possível para visitar as praias. Foi a segunda parte do “Costa Abaixo”.

Só muito raramente percorri estradas nacionais já que fiz quase todo o percurso por estradas secundárias, estradas florestais e até estradões que não vêem nos mapas da internet como foi o caso do percurso entre Quiaios e Figueira da Foz. Este percurso foi-me indicado por um local que me avisou insistentemente que eu devia ter cuidado porque a estrada não tinha guardas laterais. O percurso começa na Murtinheira, é feito de terra batida e tem subidas bem inclinadas; mas tem também uma vista maravilhosa sobre o mar que vale por cada metro de subida e por cada grama de pó. Um percurso que me fez lembrar a Highway 1 …. na Califórnia.

Correu tudo muito bem e até um furo na roda de trás por causa de um pneu que estava a rebentar foi ultrapassado graças ao pessoal do Café-Restaurante Mesquita junto à EN 109 em Leirosa que não só me ajudaram como me arranjaram um pneu de uma bicicleta velha que estava esquecida lá no fundo da garagem e uma câmara de ar nova porque a que levava suplente também furou.

Pernoitei em Vieira de Leiria na Residencial “O Farto” que também é restaurante bem no centro da vila por vinte euros, em quarto triplo com casa de banho privativa e lugar para guardar a bicicleta. Existem outras opções de alojamento como a “Pensão Clara” para onde tinha telefonado no dia anterior mas como a outra apareceu primeiro foi nessa que fiquei.

O almoço foi já em S. Martinho do Porto depois do banho e da muda de roupa nos chuveiros da praia num restaurante sem nome sobre a linha de comboio: meio frango assado com batata e salada, uma cerveja e um café por oito euros e quarenta cêntimos.

Contas feitas e acrescido o preço dos bilhetes de comboio para o regresso e todas as águas que tive que comprar por causa da desidratação gastei cerca de sessenta e cinco euros, o que está bem dentro do meu budget.

Foi um fim-de-semana bem passado em que dei um adianto importante nesta minha ideia de percorrer toda a costa portuguesa, ficando agora de olhos postos na chegada a Lisboa numa próxima oportunidade.

Música: Talihina Sky – Kings of Leon. (ouvir também esta versão)



Post-scriptum: Foi bom, já disse, mas se no meio de tudo isto pudermos reencontrar amigos que nos recebem de braços abertos como foi o caso, melhor ainda.

sábado, 11 de abril de 2009

Costa abaixo 20


Série de fotografias tiradas ao longo dos 170 km realizados no fim-de-semana passado entre Porto, S. Jacinto e Aveiro, com o regresso a ser feito por comboio. Já há algum tempo que tinha ideia em fazer este percurso (ou outro parecido) - muito provavelmente desde 2005 quando me decidi mudar para o Porto - mas só agora com algumas alterações que fiz na minha bicicleta me senti à vontade para meter os pedais a caminho. Já tenho outro passeio para fazer em breve, mas ainda me falta arranjar pontos de ligação (autocarro ou comboio). Vamos pedalando e vendo...
Para ver a presentação com todas as fotografias, aqui.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Pocinho - Barca d'Alva








No fim-de-semana passado fui Douro acima até ao Pocinho para aí dar inicio a uma caminhada pela linha férrea abandonada entre o Pocinho e Barca d'Alva. Sabia que seriam 28 km pela linha e que seria melhor parar a meio para pernoitar em Vila Nova de Foz Côa. Não tinha hotel reservado (como sempre) nem sabia se existiam transportes para me trazer de volta ao comboio no domingo à tarde. Aliás, esta foi a maior dificuldade pois condicionou todo o dia de sábado até ter a confirmação por telefone do Posto de Turismo de Barca d'Alva.
A primeira parte do percurso feita no primeiro dia correu muito bem, tirando aquela subida ingreme de quatro ou cinco quilometros entre a Estação do Côa e Vila Nova de Foz Côa. Para a próxima recomendo fazer tudo de uma só vez (seria de loucos), ou arranjar um carro para me vir aí buscar (o mais razoavel), ou então acampar no meio da linha, como já fizeram várias vezes um grupo de Escuteiros que encontrei em Barca d'Alva.
Passei o resto do dia em Vila Nova de Foz Côa onde almocei um lombo de porco assado muito bem guarnecido e muito em conta (Petisqueira Vieira), arranjei onde ficar a dormir (Residencial Marina), obtive a informação sobre os transportes para o regresso, e foi por pouco (20 min) que não fiz o tour das gravuras.
O segundo dia começou com o melhor pequeno almoço da minha vida (comparando qualidade-preço), uma meia-de-leite normal e o maior torrada do mundo com duas fatias de broa ... tudo isso pela módica quantia de 1,40 euros. Depois desci pelo mesmo percurso do dia anterior - o que apesar de ser a descer não quer dizer que tivesse sido mais fácil - e tornei a entrar na linha. O percurso continuou lindo mas mais extenso e perdi um bocado a noção da distância. Cheguei a Barca d'Alva às três da tarde, ainda a tempo de lanchar qualquer coisa pois a camioneta só arranca ás quatro e meia.
Gostei bastante de fazer este percurso e penso que vou voltar a fazer outros do género. Por enquanto ficam só estas duas fotografias, a primeira é do inicio do percurso no Pocinho, a segunda é da Estação de Barca d'Alva; depois vou colocando outras.
Extensão: 28 km
Inicio: Estação do Pocinho
Fim: Antiga estação de Barca d'Alva
Caracteristicas: Percurso longo, sempre sobre carris, aconselhando calçado apropriado (sola dura e protecção da articulação do tornozelo); algumas derrocadas e obstruções de via.
Grau de dificuldade: Dificil, devido às caracteristicas do piso e à distância, sendo aconselhável dividir o percurso em duas partes.
Pontos notáveis: Antigas estações de Côa, Castelo Melhor, Almendra e Barca d'Alva e Ponte internacional sobre o Águeda.
Acessos: Ao inicio, de comboio pela linha do Douro ou de automovel pelo IP2 a partir de Celorico da Beira (do Porto, pelo IP4 até ao nó de acesso a Vila Flor, seguindo daí para o Pocinho); ao final, pelo estradão que sai do topo norte da barragem do Pocinho e segue por Peredo dos Castelhanos, Urros e Ligares, descendo desta aldeia para Barca d'Alva e atravessando o Douro frente à vila.
Cartas 1/25.000 do I.G.E. 130, 141 e 142.
Retirado do livro "Pelas Linhas da Nostalgia" de Rui Cardoso e Mafalda César Machado.
Links visitados:

09 Set 2009: Para ver as carreiras de autocarros aqui.

02 Nov 2011: Uma fotografia tirada a meio ...